sexta-feira, 23 de maio de 2014

Legalização do Aborto

Na última quinta-feira (22) foi legalizado o aborto, para mulheres que sofreram abuso sexual, para fetos anencéfalos ou risco de vida para a mulher.
Para quem não sabe o aborto já era legalizado.
Mulheres que sofrem abuso, fetos localizados em lugares com risco de vida para a mulher já eram feitos, o que acontece é que muitas pessoas não sabiam disso. E agora com a legalização oficial isso vai sim se tornar um transtorno, pois isso foi divulgado pela mídia e mais pessoas têm conhecimento dessa lei. 
Porem antes da legalização qualquer tipo de ato contra o feto a pessoa era obrigada a assinar um B.O. pois ela estava cometendo um crime. 
Agora em momento algum a mulher é obrigada a assinar o B.O. ela pode alegar muitas coisas e isso não vai mais ser crime.
Mas deixa eu contar algo.
Um feto não é considerado um ser humano até mais ou menos os seus dois meses, pois ele não tem cérebro. Sim, então se uma mulher abortar até um mês e meio de gestação ela não pode ser julgada por matar um ser humano.
Viram pessoas? Crimes só acontece depois que um ser vivo começa a desenvolver o cérebro.

Por que esse assunto gera tanta
polêmica

Simples, igrejas cristãs são contra esse tipo de coisa, vai contra o mandamento de não matar.
E nós como um país cristão acabamos tendo essa percepção de que se você matar um feto (que não é um ser humano até seus dois meses de gestação) vai contra a lei de Deus.

E por que outros países a legalização acontece em todos os casos? 

Questão cultural e religiosa
A maioria dos países que tem a legalização para todos os casos, são a maioria países de primeiro mundo e que teve todo um processo de desligamento com a igreja cristã. Tornando assim a mente dessas pessoas mais apertas para esse tipo de situação. 
Claro que na China e na Índia se tratam de outros aspectos.

Agora pensem comigo: 
E se invés  da mulher dar a luz fosse o homem? 
Como nosso país ainda é um país machista, se por algum acaso da vida os homens tivessem essa função o aborto já teria sido legalizado antes mesmo do Brasil ser colonizado. 

Agora como temos toda a
história da igreja interferindo, dizendo que é contra as leis de Deus, com as pessoas machistas dizendo que mulher foi feita para parir e esse é o dever dela, que nada justifica o fato de tirar a vida do ser humano, ai eu pergunto: 
Como as pessoas não aceitam o aborto, mas aceitam crianças sofrendo na rua, passando frio, passando fome, apanhando, sem educação e sem saúde?
Muitas vezes essas mães que foram obrigadas a ter seus filhos não os aceitam o jogam em rios para morrer, em tubos de esgoto, em lixos, e isso é certo? É preferível isso ao um aborto?
As pessoas esquecem que muitas vezes as pessoas recorrem a isso pois não tem condições de criar uma criança, que muitas das vezes essas mulheres não se veem como uma boa mãe. Então é melhor ela jogar seu filho no lixo ou o tratar como um lixo do que não o ter? 
E enquanto os abusos? Nem uma mulher pede para ser abusada fisicamente, e se isso acontece e a mulher acaba grávida ela tem o direito de não carregar essa criança, ela nunca pediu por isso. E é correto ela ter que dar a luz a lembrança que ela quer apagar para o resto da vida?

O que falta no ser humano é parar e pensar nas coisas que devem ser feitas.
Não no que vai ser ou não contra as leis de Deus. 
Nem sempre o que vai contra suas leis é certo naquele momento.

Agora eu pergunto
Se hoje você sofresse um abuso e amanha descobrisse que esta grávida, teria esse filho? O cuidaria como se fosse a bença de Deus? O trataria como sua prioridade? 
E se você descobrisse que esta grávida e sabe que não tem condições para ter esse filho, o teria? Para deixar passar fome, frio, não ter educação, nem saúde?
E se vocês descobrisse que esta grávida, mas sabe que não vai ser uma boa mãe, o teria? 
E se descobrisse que seu filho tem má formação em alguma parte do cérebro e sabendo que ele nem vai sobreviver no seu útero? 
E você arriscaria sua vida para dar a vida a outro ser que está dentro de você? 


Façam-se essas perguntas, as vezes descobrimos coisas que nós mesmo não sabíamos. 

2 comentários:

  1. Eu já fui muito contra essa ideia de abortar, para mim aborto até em caso de estupro não deveria ser feito, mas era um sentimento pessoal se tratando de um assunto tão polêmico e visto que nunca passei por tal sofrimento, eu não conseguia entender a gravidade disso. Eu como cristã acredito sim que Deus permite certas coisas, por mais dolorosa que seja porque precisamos aprender algo. Mas aí você pensa 'Por quê? Eu não fiz nada de errado da minha vida e fui estuprada' Pois é, a justiça de Deus não é para ser compreendida por nós que estamos aqui, eu acredito que aqui é apenas uma passagem e que se formos firmes e fiéis alcançaremos a sabedoria e o reino de Deus. Mas, esse tipo de pensamento é egoísta, as pessoas não são perfeitas e nenhuma mulher é obrigada a carregar um filho contra sua vontade, permanecer com ele e saber separar os sentimentos vividos pela violência do estupro não é fácil, mas ainda existe pessoas assim e eu tiro meu chapéu para elas, eu não sei o que faria respeito, na verdade eu teria que medir minha ação conforme o peso daquela situação em mim, porque cada um sente com uma intensidade. Se tratando de pessoas que não se cuidam e a mulher acaba engravidando e faz de tudo até das coisas mais estranhas para abortar, eu acho que isso é o que chamamos de seres irresponsáveis, mas aí alguém diz 'Ngm é 100% responsável', porém, as pessoas sabem que ter assumido o risco significa que tem noção do quanto é errado tirar uma vida, por que ninguém experimenta tirar um membro fora se for assim então? A verdade, é que existem coisas na vida que as pessoas querem tampar o sol com a peneira, enquanto dá para remover, vamos fingir que nunca existiu. O que não é o caso de uma pessoa se acidentar e perder uma perna, ela vai ter que se acostumar com a ideia, amadurecer com isso e seguir em frente. Antigamente as mulheres usavam de métodos horríveis para evitar uma gravidez, até fezes de animais elas passavam em sua região íntima no coito, hoje em dia, com tantos métodos, com tanta evolução, infelizmente as mulheres não evoluíram ao ponto de serem decisivas e quererem algo melhor. Se a pessoa não tem condição e arrisca para ter um filho, então tenha esse filho, no meu ponto de vista é melhor uma criança viva em um lar de adoção, mas que terá o direito de viver e ter um estudo do que mais uma vida morta por pais irresponsáveis.
    Bjss Flor
    isabelacariani.blogspot.com.br

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  2. Acredito que isso não é tão simples assim...
    Uma vez um cara disse que legalizar o aborto é questão de saúde pública, mas eu digo que não é, de modo algum. Mulheres já morreram por causa de abortos que não deram certo, crianças nasceram deformadas por causa de não morrerem dentro da barriga da mãe.
    Mas antes de perguntar se eu teria um filho caso eu não o quisesse eu me pergunto: eu estou viva e não queria que minha mãe tivesse me matado. Logo, eu não mataria o feto, mesmo que como diz aí no seu texto, não tivesse cérebro.
    E outra, o problema do Brasil não é o cristianismo, eu percebi que não é quando me perguntava sobre o certo e errado, pensava que se Deus era tão bom porque permitia que mulheres fossem estupradas mesmo sendo "cristãs"?
    Mas de onde eu tirava essa ideia de certo e errado? Enfim, a questão fazer ou não o que manda a Bíblia é complexo demais e muitos perguntam porque Deus não fez uma religião simples, só que Deus não fez nenhuma religião.
    Eu compartilho do mesmo pensamento da menina que comentou antes de mim, se a pessoa não tem condições de cuidar e engravida a culpa com certeza não é da criança.

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